Creio nos navegantes
A! Os meus pés no chão.
Creio que podemos voar
Nadar num oceano de sonhos
Sem sermos descritos, como loucos.
Quem sonha em meio à guerra?


Creio, muitos sonham com o fim dela.
Quem sonha na prisão
Creio, todos que sonham com a liberdade
Do sol,
Visto de perto, solto no céu.
A estrada sem começo, sem fim.
O mar reflexo do céu na terra


E a estrela guia,
Creio, ela poderá guiar a todos.
Mas, quem sonha em volto em chagas.
Creio aquele que acredita  na dádiva do milagre.
O lamber a ferida, o cicatrizar ás magoas
O refazer o caminho...


Mas,
Esse crer tem que ser diário.
Crer no que se pode tocar.
Crer no que apenas podemos sentir.
Crer no que vimos.
Crer no que não podemos ver


Mas está lá... Guardado para durar.
Crer nas palavras, o no silêncio delas...
Crer na noite que permeia o universo.
Crer no amanhã que chegara...
Crer no ser, e no humano.


E se a jangada já partiu...
O quadro já amarelou...
A foto na estante parece ser de outra pessoa.
Mesmo assim crer na pessoa que podemos ainda ser...
É a melhor forma para continuar a existir.


Autora:
Liê Ribeiro
Paz e luz a todos, carinho!

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