Nós crescemos juntos,
Nós sofremos juntos
Nós nos perdemos juntos
Encontramos rastros de passos dados.


Fizemos um pacto nas estrelas
Caímos na terra árida,
Carregamos a matéria densa
Perseguimos o lúdico no lodo.


Mas o tempo cronológico
Não conta a nossa eternidade
Onde reside todo aprendizado
E a revelação da alma imortal...




Não há raízes sem seiva...
Não há existência sem essência,
Nós batemos de frente muitas vezes
O enquadramento que nunca se enquadra.


A forma que nunca é exata,
Falta sempre um começo...
A luta que nunca acaba,
E quando penso no tempo que passou,

Quando avalio toda trajetória,
Respiro fundo, enxugo as lágrimas
E abraço-te apertado,
Sinto teu coração menino,
Batendo sempre em descompasso
E o seu semblante amadurecido.


Mas o olhar sempre garoto
Que vai buscando detalhes,
Que vai fugindo do obvio
Que se embaça em lágrimas
Que nunca caem...


Felizes os que aprendem
E nunca se arrependem.
Felizes os que nunca blasfemam,
E compreendem a missão da vida


Nós nunca fomos perfeitos,
Mas cultivamos um amor sereno
E por mais que o destino nos cobre
Devedores de histórias passadas
Temos vencido a cada momento uma nova etapa.


Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz autista.

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