Coração, amiúde
Bata por todos
Ame a todos
Mas somente
Um terá sua batida definitiva...

Memórias tantas
Doutro modo, vou-me
O mar me espera...
Preciso navegar

Do que plantei
Quais serão os frutos?
Sou-me em fragmentos
Sobra pouco da pessoa
Vai-se muito da poetisa.


Todas as coisas se confundem
Ou se fundem em mim.
Aqui, acolá a vida pulsa
Mas minha alma sempre se refugia...


Na doçura dolorosa
De uma manhã quieta e com chuva
Olho de longe o mundo.
E dentro de mim uma roda gigante
A girar lentamente.


As janelas trazem aos meus olhos
Todo mistério alegre e triste
De um ano que parte e chega
No cais de todos os momentos.


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...

Comentários

  1. Passo sempre por aqui e todas as suas palavras são tão lindas que nem sempre as minhas têm tamanho para aqui as deixar. Lindos seus pensamentos, por vezes tristes, mas cheios de emoção. Goatava de ler mais alegria nos seus poemas, mas bem sei que alma de artista é mesmo assim... como a das mães especiais como a amiga Liê. Tranquilizo-me depois na imagem sorridente sua e de seu filho, felizes rosto no rosto de uma cumplicidade infinita. Vê-se amor nessa imagem. Ano Novo muito doce e tranquilo querida amiga. Tudo bom para vós, é apenas mais um dia nos calendários, por isso desejo-vos para cada dia, muita paz, saude, amor, e amizade para contrabalançar as outras coisas menos boas da vida. Tudo faz parte, olhemos para o lado do sol.
    Abraço forte desta que a acompanha

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  2. Oi querida, todo final de ano me parece o inverso do que as pessoas vivem, sinto-me meio triste, tantos que ficaram pelo caminho, outros que gostaríamos de reencontrar, mas no meu normal sou sim alegre, amo meu especial, e adoro gargalhar, muitas vezes das coisas mais simples da vida. Nada muito complicado, pois já basta minha alma, inquieta.. sim feliz todos os dias de cada momento para ti e seu especial, obrigada, querida, por me acompanhar...
    abraço fraterno...

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