Diga que não é verdade,
Nenhum dor é mais forte
Que a nossa felicidade.
Nenhuma distancia
É maior que esse nosso reencontro.


O que pode acabar?
O que deve continuar?
Eu não quero parar para pensar.
A solidão soa-me como aprendizado.


Precisamos de um tempo
Para que a saudade chegue,
Mas ela já viveu em nós a tantas vidas


Temos saudade do que não fomos
Saudade do que poderíamos ter sido.
Viajei por mais terras
Do que aquelas em que toquei,


Você não sabe o quanto sofri,
Mas nenhuma aflição é para sempre,
Para sempre normalmente acaba.
O que fica é a eternidade do que sentimos


O maior valor de todas as descobertas
São aquelas que ainda não vivemos.
A montanha e o serrado,
A água e o deserto, tão perto, tão perto...


Certos momentos do dia,
Recordo tudo, e tudo
Vai se embaralhando em minha mente


Penso; quantos bocados
Ficarão de mim desta vida...
Desta turbulenta sensação de impotência
Deste desassossego da minha alma


Desta ausência doida, corroída pela saudade
Mas se há esperança,
Vou aguardá-la de braços apertos.
Afinal vai-se o poeta, fica a poesia!


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...

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