O silencio da espera,
Parece que em algum momento
Algo dentro de nós se quebra.
O silencio da espera,
Decifre a vida para mim.
Em algum momento
Parece que ela é de outro mundo.

Preciso ler os poetas...
Preciso entender
Se eles passaram o que eu passo,
Essa dor de existir...


O silencio da espera
O trem que nunca chega
A plataforma que sempre está vazia
E olhar que sempre se perde
Num horizonte deverás longe...


Um grito emudece dentro de mim
Pedaços de nós que precisamos catar
Aqui, ali...
Fragmentos de sentimentos.


Devia haver algo a mais
Desses dias que vivemos...
Lua e lida...
Não creio nos navegantes
Pois eles nunca voltam
Nem nos levam em suas aventuras.


Não creio nos seres
Que acham que as pessoas são secundarias
O lado humano do ser
É o compadecer do outro.


É o vestir sua nudez
É sentir sua fome
É calçar seus pés descalços
Limpar sua ferida,
Abraçar sua solidão
Segurar em suas mãos sujas.


O silencio da espera,
Mas ninguém tem tempo,
Escorre pelos becos,
A realidade que nenhuma pessoa
Que ver...


Vou-me nesse instante
Correr meus passos gastos
Vou-me na longitude, na latitude
Veja como o mundo extingui-se...

E u vivo pelo hoje, pelo ontem
Eu vivo de teimosa
Plantando palavras
Para colher poesia...
Quem dera fosse hoje
Ás primaveras dos meus dias!


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.

Comentários

  1. Sua vida já se iniciou num ato de teimosia. Essa é uma das suas marcas.
    Mas, através da poesia essas marcas exalam, graças a Deus, o perfume das flores...

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Poema para Gabriel!

Atravessar a Ponte!