Liê e Gabi







Eu queria uma formula
Que me fizesse revelar
Tudo que penso e sinto.
Não posso fazê-lo espontaneamente.
Nem a analise entende


Que quando você canta,
Com sua fonética própria
Algo de encanto toma meu universo.
Mas a realidade não é somente cantar.
A realidade é crua e pode te machucar,
E quando corres e eu não te alcanço


Algo de temor me toma uma sensação de perda.
Aonde vais, que estradas tu queres?
Porque o mundo não te seduz?
Como não apreciar o canto do mar?
Mas quando andamos de mãos dadas


Pela areia macia...
Algo de mágico vem nos tomar.
E a esperança que se veste de espuma,
Lambe nossos pés, e você sorri.
Porque as pessoas não entendem
Que tu és feliz assim...
Porque não entendem


Que o diferente, igual lhe parece
Que é somente um ponto de vista.
O prisma da Luz que nunca poderão enxergar.
E a conivência falsa dos olhares
O que me importa!
Se entre a porta e a rua
Tens o olhar mais adianta no horizonte.


Nenhuma falha neurológica
É maior que o amor,
E o amor, é o milagre de quem lhe aceita.
Somos sobreviventes
De uma guerra injusta e desumana...
Mas quando pedes para segurar minhas mãos.
Quando fechas os olhos para sentir meu carinho


A! Meu Deus, como a vida poderia nos aceitar.
E nenhuma dor deveria nos atingir.
Mas como vivemos de aprendizados constantes
E todo saber pressupõe sofrer,
Vamos seguindo, um dia oceano, outro deserto!
Um dia, eternas lágrimas, outro um sorriso solto.
Mas eu sempre direi e demonstrarei
Meu amor por você!


Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz autista.

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