Sinto um alivio de brisa
Após a tempestade
Todo corpo moído
E o medo...
Que nos impede
De vencer a nós mesmos...


E todas as pessoas são assim!
Falhas, humanas.
Todas as pessoas são assim!
Carentes, frágeis, mentem
Carregam pedras, fardos, plumas...


Todas as pessoas são assim!
Filhos do mesmo Pai,
Da mesma natureza mãe.
Do barro, da água, do fogo, do gene.


Que horas são?
Não sei o que vivi ontem
Não sei quem eu cumprimentei
Meu olhar fixo, no tempo.


“Na primeira pessoa do presente”
“Como eu me sinto ausente.”
E nossas mãos dadas
Pelas ruas frias, cobertas de cinzas
Tão vazias de amor.


Que dor é essa?
Que me faz chorar em plena luz do dia.
Chorar as lágrimas do outro
Buscar em algum rosto a semelhança
Tão citada pelo Pai...


Mas;
Sinto muito pelas palavras faladas sem pensar.
Sinto muito por aquelas que não foram ditas
Por aquelas que emudeceram diante da vida.
Por aquelas que não viraram poesia!




Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...

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