Quem sabe
Eu não saiba
Como explicar,
Mas sinto falta
quando não escrevo
Mais sobre nós.


Toda inspiração
Que me toma...
Quando seus olhos
Encontram-se
Com a paisagem
Que nasce da janela
Quadro raro da natureza.


Quando seu sorriso
Reveste meu pensar.
E seu cantar de rouxinol.
Entra em meus ouvidos


Sua falta de malicia
Sua atenção incoerente
Com toda norma vigente.
Faz de ti um ser a parte.


Uma mente lúdica
Uma mente perdida
Entre o pensamento e o sentir.
Que me importa!


Há dias que nossa realidade
Não é tão dura.
Que a nossa vida não é tão Arida
E a poesia nasce da ausência


De sofrer pelo amanhã.
E o acalento das nossas almas
Nesse esquecer-nos no mistério
Que nos envolve...


E eu abraço o desconhecido ser.
Pois,
Seu cantar, ainda está nos meus ouvidos
Seu sorriso ainda dança em minha mente.


Quem sabe um dia
Sentados num canto qualquer do universo
Entenderemos...
De toda essa nossa louca existência


Dessa nossa insistência
Em nos amar mesmo em silencio
Mesmo sem você saber dizer-me
Com todas as letras


Mesmo não sabendo
O real significado de amar...
Quando você canta,
Quando sorri e me beija
Sei que é amor,
O amor mais verdadeiro
Que alguém pode oferecer...


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz
Mãe de um rapaz autista.

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