Silenciar!


Há um silencio interior
Que às vezes nos toma
Uma vontade de nada
Uma apagar de pensamentos
Uma refutar de horas
Que insistem em nos condenar
Ao intenso esquecimento.


Doce menina
Quem apagou todas as luzes?
Quem jurou que era verdade?
A felicidade, cadê? Onde eu a encontro?


Há quero em doses altas
Em goles aflitos...
De quem não tem tempo
Mas toda eternidade
Para conquistá-la.


Que discurso ingênuo...
Que falta do que escrever
De um mundo que nos inspire
Apesar das luas incertas
Apesar dos sois postos.


O mundo agoniza
As pessoas se dilaceram
Em ruas sangrentas
Em interesses fedidos
Em dias comemorativos

Quero aqui bem perto
Alguém que me enxergue
E nem queira entender
Nem filosofar
O que silencia em minha alma...


Não há pessoas suficientes
Nesse estar de coisas pequenas
Nessa luta diária pela sobrevivência
Nunca paramos, nunca sedemos
Nem podemos cair...


Não há escadas
Suficientes para tantas pessoas
Nem há mãos que se estendam
A vida é continua e individual...


A! Os meus amigos
Nunca os vi de verdade
Criei-os dentro da minha imaginação
Busquei-os em cada olhar...
Vazio de tanto buscar.


Pois há no mundo
Uma brevidade de ações
Uma simplificação de sentimentos
Então o poema fica sombrio.


Como uma noite sem estrelas
Como a vida sem sua essência
Mas no interior do poeta
Há o poema que lhe resgata do limo!




Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

Comentários

  1. Boa noite Poeta,
    seus poemas mesmo quando tristes são bálsamos da vida.

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