Um lapso no tempo
E eu não me lembro
O que eu sonhei...
Nem de todos que deixei
Guardados num passado distante.


Várias vezes
Peguei a caneta
E nenhum poema
Nenhum sentimento
Que me fizesse renascer
Da velha cinza de outrora.


Dura realidade
Dura vida comum
Essas linhas são espremidas
No meu cérebro cansado


Mas há um coração
Que ainda resisti
As mazelas do destino
Que bate a espera de um grande amor.


Vestígios de uma vida
Que se redesenha no horizonte
Morre a matéria
Devaneia a alma.

Pequenas imagens
Que se formam nas nuvens

Encantam meu olhar...


Onde vivem os Monstros?
Estão dentro de nós
E precisam ser domados...
Um lapso no tempo

E eu escondo a dor
Em alguma caverna escura
Fora de mim...

Quem dera
Eu soubesse a formula
Que tirasse do olhar a tristeza.


Mas o egoísmo que me toma
É de quem precisa somente
De uma rota exata
Nenhum atalho que me desvie.


Pois ontem já passou
Hoje quase está no fim
E o amanhã

Como dizem “A Deus pertence”
Mas ele poderia ao menos
Deixar-me acreditar
Num amanhã feliz!


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.

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