Vidas Passadas!



O mestre,
Um dia prepôs:
Cara menina
Vamos voltar
Eu lhe disse para onde mestre?
Vamos voltar
Para o dia
Que foste concebida.
Mas não posso lhe disse
Eu quase fui um acidente.
Um acaso como a nebulosa
Ele riu...
Mas não entende
Não é para hora do parto.
Como assim?
Cara menina
Sua concepção
Foi quando descobriste
A poesia
Nossa eu tinha pouca idade
Mas mestre,
Mesmo assim não posso
A poesia já existia antes de mim...
Meu olhar para as coisas
Foi o que mudou...
Então, se mudou outro ser renasceu...
Mas porque preciso voltar insisti
Porque ainda não entendes
O que não entendo?
Que a vida nunca lhe castigou
Que o amor,
Está no mistério das existências.
Por ti escrito e não nas pessoas.
O amor é algo de mágico
Não pode ser imposto,
Nem está nas coisas reais.
Se assim fosse
Porque temos que buscá-lo a cada dia?
Mas o que me fará entender
Retornando a um passado que já passou?
Talvez a traçar um novo futuro
Talvez não deixar a memória lhe faltar
Do que foste do que és...
Mas o que sou Mestre?
Uma alma em busca da rima perfeita
Uma criatura cheia de lágrimas oceânicas
E de alegrias esquecidas.
Veja seu sorriso como era límpido
Veja quantas alegrias escondidas em seu olhar...
Mas eu sou comum, mestre.
O que me falta, falta as todos os seres...
Nem menos, nem mais...
Tola menina, como te iguala!
Se nem mesmo teu lado direito
Da face é igual ao lado esquerdo
E ser comum é um estado de espírito...
Para universo todos somos únicos.
Mas mestre o que pretendes de mim?
Que sou uma principiante na arte da vida
Talvez te queira mestre um dia.
Na arte de se gostar
Ama-te o outro te amará...
Mas tu me amas mestre?
Meu amor é para todos os seres...
E nesse instante a ti em especial
Porque mestre?
Porque ainda há em teu ser
Aquela menina que me encantava
Com a esperança e a fé...
Porque o tempo passado
Tanto como um capitulo da vida
Não pode ser enterrado
Mesmo as dores e o sofrimento
Porque Mestre?
Porque tudo é um aprendizado!


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

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