Como ostra
Eu me refugio
Porque devo
Sair da minha concha?
Nada me inspira
Nessa selva de pedra
Poucas horas
E o sol já queima
Minha pele,
Minha mente
Minha resistência
Então eu preciso
Da sombra...
Mas cadê as arvores
A sombra dos prédios
São escaldantes,
Repara...
Como a cor cinza
Predomina
E não é somente
O nosso olhar.
Um pedacinho de azul
Quanta alegria
Um trechinho de verde
E a nossa esperança
Pode renascer
Mas deixe-me aqui...
Prefiro a solidão
Da minha consciência
Do que o disfarce dos covardes.
Que se escondem
Atrás da hipocrisia
Darei conta dos meus atos
Mas confesso.
Que aprendi com meus erros
Talvez ainda não completamente.
E não deixarei o campo de batalha
A fronteira entre a lógica e  a incoerência
Prefiro morrer lutando
Do que me acovardar
Atrás da trincheira do destino
E todo deserto que atravessei
Somente me fez ver...
Que a parte melhor de todo aprendizado
É amadurecer sem apodrecer...
Cuidado e cuidados
É melhor viver sozinha
Que mal acompanhada...


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...

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