Eu sinto falta das flores
Da chuva caindo na planície
Mais que tudo
Eu sinto falta das pessoas...
E não dos seres.


Sinto falta de atos humanos...
Sinto falta da coerência
Dói-me a indiferença
Dói-me a dor alheia.


A! Se eu pudesse
Eu te carregaria pela mão
Para um lugar bonito
Proteger-te-ia das tempestades
Dos olhares frios.


Acalentar-te-ia em meu colo.
Aqueceria teu corpo.
Para que nenhuma neve da maldade
Pudesse te congelar.


Mas nessa noite
Eu sinto falta de uma palavra amiga
Da coragem atrevida
De nunca desistir.

Mas eu jamais irei deixar-te
Nem mesmo na morte
Se a sorte nos visitar
Naquela estrada
Cheia de nevoa,


Sua sombra eu seguirei
Pois não há um terminar
Nessa nossa trajetória
Não pode haver...


Qual graça teria visitar-me
Somente por um instante
Num breve espaço de tempo
Cavar em mim todas as batalhas.


Jogar em mim todas as impossibilidades
E pronto, logo ali o fim...
Nada além do horizonte
Um risco e uma linha...


Eu fico você vai,
Eu vou você fica
A! Mas quando menos esperamos
Lá estamos nós juntos de novo
Na eterna busca pela evolução.


Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz autista.

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