O nosso cotidiano
Seu repouso
No sofá
Seu olhar perdido no teto


Seus pés que nunca param
Essa paz
Até quando?
Enfim, o carinho
Conquistado junto ao tempo


O nosso cotidiano
Uma hora pouca para o destino
Seu sorriso leve.
O que deves relembrar?
Prefiro deixá-lo sentir...


Quieto em seu habitat.
Prefiro olhá-lo da janela do seu mundo.
Quanta beleza,
Quanta inocência
O mistério de sua existência.


Fazes de mim uma pessoa inquieta
Alias, nasci assim,
Quase irreal cruel e humana
A dor da carne
Dói-me menos
Do que a dor da alma.


Silencio para sentir teu respirar
Você não é meu, nem de ninguém
Nem de si mesmo
Tu és o mistério da ciência


Tão conhecido de mim
Tão perto da minha poesia
E quando penso que naufragarei
Na realidade dessa vida frágil
Seus passos mais perto de mim


Fazem-me continuar
Mesmo ferida, mesmo sangrando
Tu és meu porto no fim do mundo
E se nada tem principio


E somos o acaso da nebulosa
Se nada principia do amor de Deus
O que importa os que crêem
E os que descrêem
Nós passamos pelo universo


Eu aprendi a sobreviver em versos
E você meu melhor poema
Levanta-me todo dia
Para que eu exista...


Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz autista.

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