Porque quando tudo volta à rotina.
Sinto o mundo pratico demais
Frio demais
distante demais.


Porque a hábito de viver
É cruel em suas lógicas?
Distancia-me da coerência
Essas horas gastas.


E essa fala obvia
O que temos mesmo a fazer?
O que o tempo pode oferecer?
Segundos de prazer


Séculos de luta...
Quando eu acordo,
Todos dormem
Quando eu sonho


Todos buscam suas realidades.
A maçante vontade de ter...
Eu carregando pedras
Para criar meu castelo.


E eu inventando desculpas
Para não te ver...
Eu querendo me achar
Eu não querendo pensar


Eu me esquecendo do que fazer!
Preciso comer, bebo água...
Preciso dormir, abro os olhos.
Preciso de poesia, ouço metáforas


E se eu não questionasse tanto?
Vestisse a pele da obra
E sentisse o seu calor.
E se eu pintasse ao invés de escrever?


Meu avesso exposto
Minha nudez retratada,
Espelho partido, pedaços de ser
Jogados ao chão


Quem recolheria?
O que importa!
Rodo, rodo,
E sempre caio no mesmo lugar...


Não me debaterei mais
Peixe morre pela boca
O poeta morre por falta de amor.
Esse que rompe a rotina e cria magia!


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

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