Estava aqui a procurar
Um poema antigo
Um sentimento velho
Que me inquirisse

A entender
Esse caminho traçado
Passado que nos importa?
Abrimos portas


Fechamos outras
Cavamos angústias
Enterramos lamentos
Do que nos adianta?


Há tantos exemplos
De combate árduo
Mas nossa luta é nossa.
Eu fecho os olhos
E posso enxergar melhor.


Eu tranco a desesperança
Dentro de uma caixa em meu peito
E deixo somente a liberdade
De sofrer me tomar...
Mas não deixo a dor me vencer


Quero chorar até derreter.
Mas jamais secar meus sentimentos
Pelo cachorrinho abandonado
Pelo velhinho cansado
Pelo ser humano ao meu lado.


Que ironia,
Somos cria do nada
Bactéria evoluída.
E a nossa maior dimensão
É somente onde nosso olhar pode alcançar


Mas eu vejo acolá...
A Poesia me permite.
E no abismo de mim mesma
Um ego de minha consciência
Toma-me e me cobra.


Não quero repensar o já pensado
Não quero rever o já visto
Quero pensamentos novos
Quero paisagens renovadas


E o medo enterrado bem fundo
Onde ninguém poderá encontrar
E nem eu me deixar tocar por ele
Quero essa relevância de emoções


Que me faz existir eternamente.
Mente que diz que não há algo além...
Então para que tantos passos
Se não teremos mais estradas para seguir

Para que?


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

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