Há um jeito passional de gostos
Há uma forma inexata de sentimentos
Quem nunca provou o gosto amargo
Da solidão em meio à multidão!
No relento de uma manhã fria
Corpos caminham sem alegria.
Nenhum rastro de luz...


A cinza dos pensares predomina.
Como rua suja que ninguém limpa...
Restos e mau cheiro...
Um dia alguém me prometeu o céu!
O mundo se extingue em lentas atitudes.


Mas eu persigo a ponte que me libertará
Disso tudo,
Sons e gritos, tiros e morte.
Há um jogo injusto dos engravatados


E ninguém consegue ser feliz
Quem poderia nesse caos?
E eu procuro a cura da alma
Pois á do corpo já nem há...


Há uma falta de encanto nos rios poluídos
Há uma sede de água que não se bebe
A fonte de uma cachoeira.
Que imagino logo ali na esquina.

Não há tempo para amor
Hoje rápido como fast foot.
Mas nem de longe se avista
O verdadeiro amor.

Que perdeu sua identidade
Em cada coração de pedra.
Quebra-se e nenhuma lágrima a cair.
Seu álibi de que vida é pratica
Não me convence...


Pois na praticidade do dia
Cavo em mim a poesia
Não há quem me impeça
De sentir esse amor.

Preservado e há séculos guardado!




Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.

Comentários

  1. Em meios as coisas comuns e ao tempo que corre célere, o amor se alimenta de pequenos gestos, olhares e ansiedade.
    O amor se alimenta da cumplicidade, da amizade e de pequenas rupturas.
    A alma aguarda o momento do corpo, onde extravasa tudo o que guardou, e onde tudo se completa.

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  2. Uau anônimo, lindo...
    mágico, o meu poema ter inspirado tais linhas.
    grata
    Liê

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