Esquece o que falei ontem
Minhas palavras
Às vezes se embaralham em minha mente
O excesso de realidade
Condena-me ao ostracismo


Não posso raciocinar o tempo todo
Pois meu cérebro precisa de algo sutil
De vez em quando...
A palavra mal expressada
Magoa e a fere eu sei...


Queria não precisar entender de lógica
Somente cavar poemas, poemas
Tantos mais ainda
Antes de minha mente falhar...
Expelindo tantos sentimentos
Contidos há séculos em minha alma


Porque tanta violência nos atos?
Porque tanto ódio nos corações?
E tudo começa,
Com as frases de preconceito
E a triste intolerância


Enraizadas em todas as sociedades.
Quem dividiu as raças
Que intuído tinha?
Pregar a segregação,
Alimentar aversão pela diferença.


Há em mim essa tristeza algoz
Não de um saber divino
Mas de uma humanidade
Ainda animalesca.
Mas a mudança começa
Com o individuo
Eu revejo meus conceitos


Livro-me dos meus monstros
Entendo o saber e querer do outro
Assim serei mais humano
Assim viverei em paz
Não ria, eu sei que é uma utopia...


Mas se eu não acreditar
Nem eu mesma mudarei...
Para mudar ao meu redor.
Que tal esquecer as nossas diferenças
E juntos compormos
O derradeiro poema


Será que precisaremos
Ser varridos do mundo
Para que outros germes
Se formem e evoluam
Quem sabe tornando-se mais humanos.


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.

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