Às vezes eu não queria
O céu de pardais
Mas sim de gaivotas
Queria percorrer
As encostas de minha limitação
E vencer o universo


Queria alçar o meu derradeiro vôo
Liberta das dores da carne
Mas meu vôo é raso
Minha espera é valida


Minha luta é diária.
Ditoso pela minha consciência espírita
Do principio e a eternidade...
A minha história além da vida


Que de mim concebida
Respeita a continuidade do aprender.
Cruel desacordo do ser
Perecer, findar, renascer...


Meu coração navegante
De poucos amores,
Deduzisse que a qualidade
Pressupõe-se seletividade
De uma alma sensível.


Oradores repetem
Sempre o mesmo cansativo discurso
Da materialidade da fé.
Para manter um poder coletivo.


Intriga-me, Deus materializado
Por bens adquiridos,
Foi Deus que me deu,
É guiado por Jesus
Perdoem-me os devotos do materialismo.
Sempre coloquei meu Deus
Acima da matéria,


Lembro-me da antiga frase de Jesus
Não junteis bens na terra
Onde o ladrão, a ferrugem possa tomá-los.
Junteis riquezas no Céu
Onde o ladrão, nem a ferrugem podem alcançar.
Pode ser uma parábola tola.
Mas como me caí bem ao espírito.

Ter o meu sustento.
Colher o do meu plantio...
Ter meus bens,
Sem  ser refén deles...

Oro para agradecer
Pelo dom de poetizar
Pelo sono à noite
Pelo sorriso sincero
Pelo filho amoroso
Pela oportunidade
De aprender com sua inocência


De ter esperança pela sua felicidade.
De crer, que um dia terá
Sua oportunidade de romper o portal
Da matéria,
E se encontrar com sua verdadeira identidade.


Eis a confissão de um poeta
Na sua crença diária
Na sua às vezes tristeza repentina
De sua solidão disfarçada.


Mas quando o paradigma
Da incompreensão e do flagelo humano
Superar as barreiras do individualismo coletivo,
em que vivemos,
Enfim teremos...
Uma pátria universal e bem-aventurada!


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.

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