Não  faço poema para exaltar-te.
Ou tornar-te superior a nada.
Faço-te poema, pois é a minha forma
De demonstrar meu amor,
Minha dor, minha esperança.
Faço, pois é a minha missão!

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Saúdo a sua presença
Cada dia, todo dia...
Num ritual
Que é a nossa oportunidade.
Quem sabe um dia.
Você o fará espontaneamente


Fico feliz,
Em acordar-te
Com beijos
E você a sorrir de leve
Cantinho da boca.

Precisamos de pouco.
Uma cumplicidade de almas
Uma confusão de quereres.


Para onde eu  for
Com certeza levarei você
E a estrada
Parece o nosso lar


Um olhar para o sol
Outro para vida
Subentendida
Pela forma que a levamos


Se eu pudesse
Eliminaria a dúvida
Limparia toda mágoa
Alvejaria toda escuridão
Que o medo nos impõe.


Nada conseguimos de graça
Atravessamos tempestades violentas
Afinal aprender é uma chuva torrencial
A tomar toda a nossa vida.


Não podemos prever o futuro.
Mas o hoje está em nós
Como a pele a carne.
Não esqueci o passado
Mas ele vai se apagando bem devagar
Ficará em nós somente seus vestígios.


Não pretendo cobrir de poeira
Nosso destino,
Mas é a forma do nosso cérebro
Não enlouquecer...


Mas os sentimentos e as pessoas amadas
Sempre estarão em nossos corações.
Eis a lógica de existir
Ficar e partir...


O antagonismo de viver
A mesma plataforma de chegada
É a de ida...
Mas se há a tal luz a seguir


Não temamos prosseguir
No nada sempre terá uma porta
A se abrir para nós.
Quem for primeiro,
Espera o outro,


Que tal naquela praça jardinada
Que um dia sonhamos.
E em minhas orações
Só peço por isso,
Mas uma chance de acordar-te.
Com meus beijos...


Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz autista.
Paz e luz...

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