Para ti Florbela um poema em fado!



Saudade,
Cá me sinto arredia
Palavras
O que são?
Se não posso senti-las.

Saudade,
Vãs vão às horas de minha vida
Cá me sento
No banco do jardim
Olhos perdidos...
Pensamento ao longe vaga.


Já calcei meus passos
Já vesti minha pele
Serei eu mesma?
Nessa veste frágil.

Leio poemas,
Releio linhas amareladas
Minha vida é assim?
Saudade...

Um porto e toda
Imensidão do mar
Por mim não precisas chorar...


A saudade!
É a vida que valeu a pena
Os personagens que nos encantaram
As dores que nos fortaleceram
Para estar aqui...


E cá estou
Subjugada pelo cansaço do corpo
Mas hoje venci mais uma luta
Hoje corri mais algumas léguas dentro de mim...


Persegui as alturas, divinas horas vencidas
Organizei meus entulhos,
Limpei meus pós antigos.
Velhos carvalhos de ontem
Hoje li Florbela Espanca
E de mim senti saudade!


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

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