Poema de reconhecimento!




Daremos um tempo
Entre o ontem e o hoje
São segundos perdidos
Em busca da perfeição
Se a graça está...
Em não encontrá-la na matéria.

Divina ela se esconde
Por detrás das nuvens.
Em algum lugar desprendido
Dessa nossa vida comum.

Então não devemos querer
O que não somos, do outro...
A falha é o mapa
Para humildade...
Eu falho e você falha, todos falham
E todos nós aprendemos...

Dizem ser burrice
acreditar na alma
No mundo além da terra
Mas quando sonhamos
Numa viagem de ida e de volta
Quantas galáxias nós visitamos?

Quantas coisas nós aprendemos
Aprendi a te encontrar
Entre tantos seres desconhecidos
Reconheci seu rosto, seu olhar
Sua diferença...

Despertei da realidade.
E já sabia que mistério me envolveria.
Flores e espinhos...
Se fosse somente para ter as pétalas
Porque sangra arrancar de dentro
Todos os espinhos da descrença.

Vou te confessar
Que o discurso intelectualizado demais
Também me entedia
Que creiam o que já acreditam.
E que respeitemos
Quem prefere o vazio do nada.

Principio, meio e o fim...
Triste é o fato consumado.
Que apodrece a matéria,
Queimam-se os vestígios do ser
E dentro dele nada, nada para se libertar.

Perfeito, toda luta para o nada
Para os descendentes que também padeceram.
E lá adiante... Aquele que nada deixará
Findara na cova sua história, triste ou feliz...

Mas...

Vou te prometer
Que não prometerei nada.
Vou confessar
O que jamais confessei antes
É mentira a verdade.
É hipócrita a justiça
Porque ela não é para todos.

Vou contar-lhe uma história rápida.
A vida é morta
E a morte é a vida renovada
Hoje é dia de limpeza na casa
Vamos primeiro começar por nós.

Alvejante não alveja
Uma alma calejada pela descrença
A vassoura não varre
Sentimentos velhos e recalcados

O espanador
Não espana a poeira
De um coração sem amor.
A água não lava
Os olhos secos por não chorar
Chorar pela dor do outro
Chorar por amor ao outro

Sabão não desengordura
A palavra maldosa que se pronuncia
Somente para prejudicar o outro.

Vou te dizer algo
O mal do mundo é a falta
De mundo dentro de nós.
Esse que abranja a todos
Sem desigualdade.

Vou te dizer mais...
Que a minha tribo
É a sua maneira autista de ser
Sorriso solto a todos

Carinho conquistado a todos
Respeito da criatura pela criatura
Não por um interesse qualquer...
Que saber, você é meu verdadeiro herói!


Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz autista

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