O Poema preserva alma!





Confesso
Nas entrelinhas
Que minha alma
Nem feminina
Nem masculina
Poética.

Confesso
Que mesmo
Sem reconhecer
Minhas faces
No espelho
Quebrado pelo destino
Minha lógica
É cavar fundo
E enterrar toda a minha dor...

Confesso
Que a minha mente
Não compreende meu coração
Mas meu coração
Nunca ouve minha mente.

Não irei beber da vida
Tudo de uma só fez...
Não tenho capacidade
Para transgredir minha fé
Na integridade do poema
Que nasce para me fazer existir.

À noite nos convida ao mistério
Um retrato que nunca envelhece
Uma alma que padece de amor.

Confesso
Que as horas sempre me perseguiram
E quando o poema encerrar sua recita
Irei ser alguma brisa a inspirar
Algum amante das letras...

Confesso
Que a linha do tempo
Não me importa,
Às vezes temo os limites do corpo
O esquecimento do pensamento...

Mas diferente de Dorian Gray
Prefiro envelhecer
E manter a menina intacta
Da foto do quadro
Preservada  para retornar
E um dia aprender a ser feliz!

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...

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