O que eles querem de nós?





O que eles querem de nós?
Não tenho respostas, não sei
Se um dia terei...
Hoje ainda procuro sonhos
Não aqueles que ficaram no passado
Mas aqueles que podem nascer do presente

Eu não posso guardá-lo mais dentro de mim...
Nossas asas foram quebradas
Quebraram uma parte irreal em nós...
O que eles querem com tantos zumbis
Vagando pelos becos?

Porque o dinheiro
É mais importante do que a pessoa?
O que levaremos de nós
O que nos pertence de verdade?

Quantos vencidos pela ganância
Quantos sucumbem na miséria
Alimentada para ser exatamente assim, cruel!

A dor às vezes é mais forte
Que a esperança
Seres perdidos por caminhos obscuros
Que talvez não tenham mais volta.

A guerra estampada a nossa vista
E continuamos na rotina
Distantes da realidade
Que consome o mundo.

Cobaias da ciência
Vamos criando matérias
E perdendo a essência
Você só queria ser o que é?
Não há escolha para nós
Não há remédios que cure
Nossa alma angustiada.

O que eu queria ninguém irá entender.
Somos culpados pela dor alheia?
Se formos indiferentes o mundo nós devora.

Qualquer dor me consome
Qualquer sentimento menor
Faz-me desacreditar nessa tal humanidade
Que se individualiza e agoniza...
Pois hoje o bem é exceção
E mal se institucionaliza, é tão triste.

Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz autista.

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