O sentir não pode acabar...




Longe,
Longe de mim
Vejo-me distante
Irremediavelmente só.

Há sentimentos
Que só cabe ao poeta sentir.
Se há dúvidas
Porque pensar...
Se há flores
Porque os espinhos...

Quando precisamos nos defender
Preferimos nos guardar
Ligeiro o tempo
A vida vai se compondo
De nadas, de mil nadas.

Envelhece
E logo finda, para libertar a alma.
Um aviso na placa diz:

“Não perca mais tempo com o passado
Coma o presente, para cuspir o futuro”
Quem foi o filosofo anônimo?
Que me fez acordar.

Eu mesma me condeno
Eu mesma me faço sofrer
Ninguém tem esse poder
Se me deixo levar pela ilusão.

Quem deverá me resgatar?
A pessoa que vive em mim...
Às vezes não me conhece
Às vezes morre para me deixa viver

Queria morrer por um grande amor
A! Morrer de felicidade
Será que isso pode ser?
Se a morte é algo ruim
Como morrer feliz de amar...

Somente os poetas têm esse dom..
Somente eles condenam-se
A dor eterna, a clausura da poesia má.
Que corrói o pensamento e machuca
O coração poético... 



Autora
Liê Ribeiro
paz e luz...

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