Porque temer o tempo!





Olho minha foto
E o tempo
Não afetou minha face.
Cruel realidade
Por detrás desse olhar.

Réu de um destino
Que me coloca
A milhões de distancia
Da tal perfeição
Que todos buscam em vão.

Um gole de vida
E o mar todo para desvendar
Nem andar pelas ruas
Nós podemos
Nem ser livres...
Grades e cadeados

A! Se eu tivesse asas
Iria a tua janela pousar
E se soubesse cantar
Acordar-te-ia dessa inércia de viver
Pelas horas passadas, pelas horas presentes
Por um instante qualquer de paz.

Medo do que?
Somos todos reféns
Dessa realidade urbana
Mas adoro imaginar os rios.
Viajar por veleiros
Cobrir de nuvens meu pensar

Por enquanto, quando
Não importa...
A mesma porta de entrada
É a da saída...

Uns irão ser alguém na vida
Outros ficaram esperando a vida chegar.
Mas a vida é um punhado de nada
Que os poetas viviam a proclamar
Mas do nada, o principio
E o fim não existe
É sempre uma estrada reta...

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.



Comentários

  1. Só falta dizer poeta, que ainda sonhas com as viagens e batalhas no reino de Godal...
    Seu espírito aventureiro ainda anseia por isso.

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  2. Confie e espero nas batalhas vencer e retornar ao mundo das fadas.

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