Nossas semelhanças são de almas!




Criar, viver, aprender
Nossas semelhanças
São de almas...
Um gole de sua grandeza
Eu me sinto mais forte


Quando seus olhos
Que não sabem o que buscar
Perdem-se...
Eu te pego pelas mãos...
E te guio para um lugar seguro.


E se o futuro demora a chegar
Vou bordar uma esperança
A cada minuto para te oferecer.
Fomos testados pelo destino


Caminhamos em extremos
Por algum tempo...
Seus passos tão seus
Teu mundo tão distante
Da minha visão turva


Mas foi só limpá-la
E enxergar-te como és...
Um lindo sol saiu.
O menino cresceu
Mas permaneceu ingênuo...


Repete seus refrãos...
Brinca de viver
E permanece escondido
Das armadilhas da vida.


Mas eu me armo de atenção
Não vamos sofrer pelo amanhã
Vamos envelhecer
Mas nossas almas continuaram


A gênese de toda uma vida.
Onde principia nosso aprendizado
Talvez um dia
Nós saberemos...


Mas se fosse para tê-lo
E entregá-lo para o breu
De uma síndrome desconhecida
E lá deixá-lo.
Que aprender falho.
Que vida pequena.

Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz autista.

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