Poeta em estado Febril!





Sensações 
E impassibilidade...
Esse toque
Na pele febril
Passei a noite acordada
Sentindo meu corpo arder.

Fria vida dos seres
A plenitude das horas
Todos preocupados
Com o amanhã
E o hoje nem terminou.

Sempre perdemos algo
Para ganhar experiência
Sempre dói viver
Pois mesmo dizendo que ela é simples.
Ela não tão bucólica assim.

Ela é breve, matéria e carne.
Ela é eterna, alma e essência.
Ela às vezes passa por nós
E nem percebemos.

O que nos compõe afinal?
Células e moléculas
Engolidas pela morte
Só a alma tem asas...

Nossos pés presos nesse chão secular.
Quem virá depois.
Recolherá nossos restos
Na verdade o que somos
Cabe exatamente a sete palmos
Mas nossa dimensão interior
Não se pode medir... Voará, voará...

Hoje não quero falas
Nem olhares, nem perguntas
Prefiro dormir...
Ouvir minha poesia dentro de mim.
Ela sussurra palavras...

Prefiro a escuridão das sombras
A claridade ofusca meus olhos que ardem.
Não tenho voz, nem força
Há dias que precisamos  calar
Repousar o corpo e adormecer a mente.

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.

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