Quase Ninguém está Feliz!




Quase ninguém está feliz
Quase ninguém
Descobriu uma fórmula
De fugir da tristeza
Um dia assim outro também.

E se há um sorriso
Sempre é fugidio, quase irreal.
Tímido como o sol após a chuva
Vem e depois some na realidade da cidade.

O dom da palavra
Não é o mesmo
Que a lógica de viver
Um dia de cada vez.

A alegria é subjetiva
Sempre depende do outro
E fazer sorrir é somente
O dom do palhaço
Que no camarim

Cara lavada, deixa cair sua dor.
Mas quem quer saber?
Que por detrás de um sorriso
Há sempre uma lágrima a espera.

Mas é dom do poeta
Interpretar a vida
Mas a vida é incompreensível
Na sua lógica material

O poeta crê na imaterialidade dos seres
Na intocável essência
Que faz da vida uma realidade divina

Alegre como as estrelas.
Mas espera um pouco
A linda manhã que nasceu hoje
Não vale um sorriso sincero?

Uma amizade cavada na troca diária
Não vale um sorriso sincero?
Então limpe a lágrima e sorria!
Hei de senti-la através da brisa

Adentrando por minha janela...
Assim por um instante serei Feliz
Melhor um instante que o quase nada.
Nenhum momento sem acreditar na felicidade!

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.

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