Silêncio o Mundo precisa Dormir!




Silêncio o mundo precisa dormir
Tantas bombas, tantos gritos
Se eu preciso de vingança
Como serei diferente do vingador?
A lei de Moises, a lei de Jesus.

O poder imbecil dos julgadores
E no meio de tanta incoerência
As crianças se armam
Mas deveriam brincar...

Nenhuma relação amorosa eu vejo.
Poucas horas não preenchem
O vazio de uma vida inteira
O amor é mais é muito mais

Que um corpo desejado.
É mágico...
Uma sensação de plenitude
O antes e o depois...
O durante fica por conta das estrelas.

Meus olhos ardem
Minha boca seca de beijo.
No mundo poucos são sinceros
Não seria conveniente sê-lo.

O medo da dor
Impede a entrega desse amor
Aprisionado dentro de nós.

Eu não sei o que faço
Se eu paro de escrever
E deixo todos...
Pensarem o que quiserem

Minha responsabilidade
Na escrita a revelar meu intimo
Confessar que não sou o que escrevo
O que escrevo é que me desvenda.

Que mundo barulhento e desumano
Para se conseguir a paz
Milhões de pessoas precisam ser massacradas
Para ser honesto é preciso
Exercer a decência a cada dia
Não ceder às tentações imediaticas.
Não ter nada de seu...

Mas o que é nosso de verdade?
Vida emprestada
Casa emprestada
Carro emprestado
O imposto para viver
O imposto para morrer
Será que há algum para entrar no céu?

Deus! Perdoa a arrogância.
Talvez a porta aberta
Seja necessário algo de bom ter feito
Grande universo, o verso me consome.
É triste, mas verdadeiro!

Ao contrario do que pensam os ditadores
A liberdade não é perigosa
É o único caminho
Para o mundo não ser exterminado.

Não é a liberdade de machucar o outro
Mas a liberdade de aprender
A amar o outro, exatamente como ele é:
Diferente, mas igual no direito de ser feliz.

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.


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