Abençoado seja o tempo! O acaso de todas as coisas...




Abençoado seja o tempo
Alguém me avisa
Que algo ainda estar por vir
Esse futuro incerto

Promessas cumpridas
Vida reescrita...
Em nenhum momento
Culpar a nada nem a ninguém.

Você não pôde escolher seu destino
Então devo desenhá-lo com cuidado.
Devo crer nas manhãs
Preparar o caminho

Flores e espinhos
Pedregulhos e areia movediça
Cuidado com esse labirinto
Que é nossa vida...
A saída é a chegada

Ontem já é passado
Hoje faremos uma lista de desejos
A força da mente
O limite do cérebro

Meu coração risca
As linhas do nosso acaso.
Cumpram-se os desígnios

O acaso é inteligente
Desenhou as águas e a terra
Fez-nos quase a sua imagem e perfeição
Errou nos detalhes...
Dia e noite, à tarde para temperar nosso olhar.

O sol e o mar que casamento perfeito.
O acaso deu-me o dom da poesia
De poetizar a morte, um ciclo necessário.
De poetizar o lindo por do sol no horizonte
O acaso, que me fez amar
Esquecer o ódio

O que levarei?
Restinhos de tudo que vivi...
Das intermináveis linhas que escrevi.

E nessa avalanche de sentimentos
Eu resolvi colocar-te a vista
Reaprendendo a te abrigar
Nem menos, nem mais
100% você mesmo...

Se a lógica é cavar soluções
Que elas venham do amadurecimento
Que nos impõe entender
Que se há algum motivo para seguir
Que seja como o rio seguindo seu curso

Se eu me perder, que tua mão me alcance
Se você afundar que eu saiba te fazer emergir
Assim o acaso nos fez...
Reais e racionais
Sentimentais e incoerentes!
Esse é o aprendizado...

Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz autista.

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