Poema amar, mar, amar




Eu confesso
Que ainda não aprendi.
Perseguir a vida cansa
Alcançar a paz
Muitas guerras por vencer.

A vida mantida presa
No olhar de cada ser...
Preciso me nutrir
De alguma luz
Preciso distribuir mais afeto.

Eu confesso
Ainda me alimento
De alguns sabores amargos
Preciso adoçar meu paladar
Preciso da verdadeira motivação...
Dia após dia...

Todos merecem viver
Mas precisamos partir
Todos merecem ser feliz
Mas você está triste
Insisti no mesmo caminho
Passos e cansaço...

Uns correm, nem sabem pra que?
Outros fogem, nem sabem para onde
Vamos combinar
Tudo está uma baderna
O certo e o errado
E a maldade parece estrela de cinema.

Mas confesso
Ainda tenho esperança
Ainda carrego certa inocência
Ainda prefiro o amor que não deu certo
Do que nunca ter amado...

Mas se você quiser
Vamos por aí...
Caçar as horas
Esquecer as dores

Ano que passa ano que chega
O que importa?
As velhas manias nos consomem
Nenhuma roupa nova
Revigorará nossa alma antiga de batalha
O que nos reconstruirá
É amar, mar, amar...


Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz autista.

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