Poema de Ano Novo parte 2°.



Eu peço,
Eu desejo
Eu me esqueço.
Mesmo nas horas
Mais solitárias
Eu enxergo a luz.
Pois a escuridão
Não me assusta mais...

Antes foi ontem
Hoje é o sempre
Amanhã espero...
Deve chegar
Aqui ou entre lugar...

Pois vivo de horas
Persigo minutos
À séculos
Faço a mesma viagem
Quando descansarei?
Acho que jamais...

Atos, hinos...
Uma tênue esperança
Vale à pena
Sempre valerá
Todas as lágrimas
Todos os sorrisos

Milhões de poesias
Que poderiam forrar
As almas de ternura
O que pedir?

Talvez alguma coisa pequena
Mas que seja grande por dentro
Talvez mais altruísmo
Menos individualismo

Acordei pensando nisso.
E se eu ganhei algo
Suor de minha pele
Se eu plantei algo
Amizades sinceras

Se eu errei
Saber pedir perdão
A lição que fica
Aquela que ensinamos
Quando aprendemos a ser
Um pouco mais humanos...

Meu filho autista
Tem me ensinado
Que o tempo
Não é nem a favor, nem contra
Segue seu curso

E que toda a espera
Não é por um milagre externo
Mas aquele que nasce da nossa Fé
Não em dogmas nem em palavras
Mas em atos desprendido de amor

Eis o verdadeiro Ano Novo...
Aquele que aprende com o velho ano
Que reveste a alma de esperança... Sempre...
Essa luz que jamais deve se apagar, Amém!

Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz...

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