A felicidade não se pode Fingir!


 
A felicidade não é algo
Que podemos fingir sentir.
Tudo é revelado no olhar
As perspectivas que às vezes
Parece uma miragem.

Esses detalhes que de ti nunca fogem
A mim falta juntar todas as peças
Desse quebra cabeça do seu viver
Mas sou inquietantemente incoerente
Porque não desejo mudar-te
Aninhar-me mansamente no seu jeito.

A bagunça da minha vida
Você tenta organizar
Um professor pacientemente
Ousando me ensinar
Que nada tem mais valor
Do que esses instantes de paz
Que duramente tentamos conquistar

A! Esses dias de perduro
São lições difíceis de assimilar
Nada é definitivamente a mesma coisa
Cada dia algo novo,
Cada dia uma dor nova.

E a esperança que se veste de Rainha
E nós pobres súditos, implorando sua atenção.
A vida nas mãos de poucas pessoas
Que ao primeiro afundar do barco
Como ratos são os primeiros a fugir

 Mas nosso destino, rapaz.
Ninguém pode reescrever
A não ser nós mesmos
Aqui ou em outro lugar.

 Dissipar todas as nuvens escuras
Depende da nossa força...
Na verdade a única missão
Que teríamos nessa existencia

Era de todas as formas
Fazermos alguém feliz
Á perola que todos jogam aos porcos
Que pena!


Autora
Liê Ribeiro
Mãe do Gabriel/autista.

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