O destino e o Futuro!



Quanto mais eu me afasto
Do burburinho do mundo
Desse alumbramento coletivo
Mas eu consigo vencer
Minhas próprias agonias

Não é mau agouro
Derramar lamentos
Nesse pequeno papel
É a voz da minha dor
Que usa a poesia
Para se manifestar

E quando a lágrima
Mistura-se ao meu sorriso
Não é fingimento
É uma fuga comum
Para os poetas...
O antagonismo da alma.

Perdoa minha indelicada
Maneira de me afastar
Deixar-me ficar
Na aquiescência de minha vida.

Do que me serve a fala?
Do que me serve tantos afazeres
Se eu pretendia viver de sonhos
Mas sonhos não alimentam bocas...

Mas creia, preenchem
Uma alma vazia
Pode trazer esperança
Para um destino
Que talvez não tenha futuro...

Autora
Liê Ribeiro
Poetisa amadora.
Mãe do Gabriel/autista.
25/11/2012

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