As Tragédias!





Não proclamo
Aos setes ventos
O que vou fazer
O hoje repleto
De vazios por preencher
Uns quase impossíveis

A Verdade é a cara da mentira
Que muitos acreditam
O que peca é o que
Pede perdão por existir
Altos e baixos
Fazem parte...

O que aprendemos
É o que não ensinamos
A tragédia não é a morte em si
A tragédia a perda dos valores
Éticos, morais, humanos...
O que vale é a cifra do final do dia...

Mas e se o dia não chegar?
E se toda esperança acabar?
O fundo do poço para humanidade
O raso modo de pensar
Que permeia todas as esferas

E a bondade que luta para não morrer
Junto com toda vida ceifada
Pelo desinteresse do existir alheio.
O que é sorrir?
O que é ser feliz?

Em poucos minutos a tristeza
Parece infinita e definitiva...
Eu não me calei...
É que a poesia precisa remoer
Os mais profundos sentimentos
Para emergir sem cicatrizes

A vida após a vida é um alento.
Ávida preexistente, puída pela dor.
Além da nossa inútil compreensão material
O que acabou é o que vai recomeçar...

 
Autora
Liê Ribeiro
Poetisa.
Mãe do Gabriel/autista.
31/01/2013.

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