Queres um nome
para esse poema rebuscado
Queres a realidade
em versos suaves
Não posso dar-te nesse instante
A vida é cruel para os desatentos
Há no poeta a dor e o sufrágio do existir.
E eles se relacionam perfeitamente
Mesmo com toda alegria artificial
Há no mundo um desalento coletivo.
Queres meu sorriso
Por tanto guarde-os em sua memória
A qualquer momento uma lágrima e o cobrirá.
Mesmo que tudo se acabe...
Acredite na eternidade do bem vencendo o mal.
Queres mudar esse estado de pesares
Leia as estrelas
Contemple a lua
Traduza o por do sol no horizonte.
Sossegue seu pensar, somente sinta...
Quando sentimos a vida
nas pequenas coisas, nas nuanças
de cada manhã...
Teremos uma razão para não sofrer tanto.
Queres um nome para esse poema
Dê você, eu espero!

Autora
Liê Ribeiro
mãe do Gabriel/autista

31/01/2015

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