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A paz é o que buscamos Às vezes perdidos Entre o que se pode E o que não se pode Eu vago entre o lúdico E o medo que nos Bate na cara todos os dias Batalhas  que só nós podemos vencer Não somos todos Mas sentimos por todos A mesma dor do descaso Não tenho farinha para o pirão Não quero cedros ou coroas Nossos passos ninguém caminhara Seu sorriso quem dera não fosse Jamais maculado Por nenhuma realidade brutal E se vencemos o ontem E se hoje vai seguindo seu curso Se cada minuto, vale um século. Se cada dor  ainda nos sobra à alegria E toda lágrima que a mim pertence Choro por ti, por todos. Choro para que sorrias meu filho...
Autora Liê Ribeiro 08/12/2015.

O amor!

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Queres um nome para esse poema rebuscado Queres a realidade em versos suaves Não posso dar-te nesse instante A vida é cruel para os desatentos Há no poeta a dor e o sufrágio do existir. E eles se relacionam perfeitamente Mesmo com toda alegria artificial Há no mundo um desalento coletivo. Queres meu sorriso Por tanto guarde-os em sua memória A qualquer momento uma lágrima e o cobrirá. Mesmo que tudo se acabe... Acredite na eternidade do bem vencendo o mal. Queres mudar esse estado de pesares Leia as estrelas Contemple a lua Traduza o por do sol no horizonte. Sossegue seu pensar, somente sinta... Quando sentimos a vida nas pequenas coisas, nas nuanças de cada manhã... Teremos uma razão para não sofrer tanto. Queres um nome para esse poema Dê você, eu espero!
Autora Liê Ribeiro mãe do Gabriel/autista
31/01/2015

Poema da Noite

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Não esperava que tudo fosse fácil nascer já  é uma luta. Sobreviver quase um  milagre Mas posso contar os passos que dei e parece que gastei o mesmo chão sem sair do lugar. Tantas aspirações... Onde eu queria ir? Onde meu amor estivesse O mar e o rio me jogar na vida parece um passo para o abismo A poesia me da asas mas  realidade quer por tudo corta-las. Não quero nada demais, nem menos Algo que pudesse seguir seu curso Sem tantas armadilhas para desarmar. Não há uma folga se quer dia a dia, parece um século vivido o corpo cansa, a criança cresce envelhece e  somente queria carregar os velhos sonhos para que não morresse jamais a esperança A alegria roubando as lágrimas da tristeza E fazendo dela um oceano de possibilidades. O poeta sempre se engana é sua alma cigana...
Autora Liê Ribeiro mãe do Gabriel/autista
18/01/2015

Poema da Manhã

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Onde fica nossa casa? Onde nosso coração está Quando perdemos essa referencia Somos andarilhos de um amanhecer Que nunca chegará...
Onde mora nosso coração? No vazio de algum sobrado Que ainda não foi habitado. Muitos dão valor às coisas O poeta dá valor ao nada Aquele instante onde tudo Precisa ser preenchido O acaso de uma vida Que seguirá meio matéria densa Meio essência, quase morta.
O poeta não compõe por valores Que não sejam da poesia. Ele pesca as palavras pela intuição E por elas é arrebatado E as palavras choram, E as palavras riem
E as palavras são sua moeda de troca Vão e vem em sua mente Voam e repousam no coração Portanto o poeta não se inspira pela mente Ele se expressa sempre pelo coração.
Autora Liê Ribeiro
16/11/2014.

A liberdade um bem sem preço!

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O maior bem que podemos ter é a liberdade A liberdade humana A liberdade dos pássaros A revoar todo infinito A liberdade de todos os animais Habitando seu próprio universo
Quando nos achamos no direito de aprisiona-los Perdemos nossa essência humana Quando achamos que podemos negociar suas vidas Perdemos nossa característica divina
Quão belo o cantar de um pássaro livre Quão belo os animais correndo a campina E a vida seguindo seu rumo E a paz percorrendo o mundo.
Mas ainda selvagens de sentimento Fazemos da existência uma briga de poderes Ainda aprisionamo-nos no egoísmo E na tola percepção que somos seres superiores
Não somos, somos ainda a dura realidade. Que Deus fez para um dia alcançar a perfeição Quiçá pudéssemos começar libertando-nos E desejando a liberdade a todos os seres.
Autora Liê Ribeiro Mãe do Gabriel/autista
10/11/2014.

A brisa !

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Não chore por mim Eu não mereço lágrima alguma. Eu perdi alegria Em algum instante da minha existência
Mas hei de encontra-la de novo Talvez em outros ares, Ou em outra vestimenta Perdoa sentir o fim se aproximando
Há caminhos que se cruzam E depois seguem outras estradas A vida às vezes é uma armadilha contumaz Às vezes o que sonhamos era uma brisa Que passou...
Às vezes nossos ideais são diversos e separados Para mim nada mais valioso que o amor Aquele quadro jamais pintado Aquele poema jamais escrito Aquela ideal de eternidade que nada vence Nem a morte...
O mais dolorido é a vida matar-nos em vida. Mas o poeta é assim passional. Lida muito mal com a realidade Como disse um dia o velho poeta Onde tudo parece real demais E lá que poeta jamais quererá estar.
Autora Liê Ribeiro 08/11/2014.