Sejam Bem vindos ao meu Blog!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015


A paz é o que buscamos
Às vezes perdidos
Entre o que se pode
E o que não se pode
Eu vago entre o lúdico
E o medo que nos
Bate na cara todos os dias
Batalhas  que só nós podemos vencer
Não somos todos
Mas sentimos por todos
A mesma dor do descaso
Não tenho farinha para o pirão
Não quero cedros ou coroas
Nossos passos ninguém caminhara
Seu sorriso quem dera não fosse
Jamais maculado
Por nenhuma realidade brutal
E se vencemos o ontem
E se hoje vai seguindo seu curso
Se cada minuto, vale um século.
Se cada dor  ainda nos sobra à alegria
E toda lágrima que a mim pertence
Choro por ti, por todos.
Choro para que sorrias meu filho...

Autora
Liê Ribeiro
08/12/2015.


domingo, 8 de março de 2015

O amor!









Essa vontade de chorar e sorrir,

esse calor, esse frio do existir

E todo carinho guardado

Só amor salvará a humanidade

salvou a mim, dos dias mortos

Quantos débitos para resgatar

alguns créditos para contabilizar

Refaço o trajeto, mas os passos

Não estão mais lá...

apagados pelo tempo

Não posso redesenhar minha vida

coaches e traços de cores tantas

Não consigo guardar rostos

Mas sinto cada cheiro...

A vida e o envelhecer continuo

Não há como fugir,

para que? para onde?

Mas com você ao meu lado

o trem segue nos trilhos do imaginar

como tudo parece se enquadrar

Corpo,alma e um eterno sonhar...



Autora

Liê Ribeiro

08/03/2015

sábado, 31 de janeiro de 2015



Queres um nome
para esse poema rebuscado
Queres a realidade
em versos suaves
Não posso dar-te nesse instante
A vida é cruel para os desatentos
Há no poeta a dor e o sufrágio do existir.
E eles se relacionam perfeitamente
Mesmo com toda alegria artificial
Há no mundo um desalento coletivo.
Queres meu sorriso
Por tanto guarde-os em sua memória
A qualquer momento uma lágrima e o cobrirá.
Mesmo que tudo se acabe...
Acredite na eternidade do bem vencendo o mal.
Queres mudar esse estado de pesares
Leia as estrelas
Contemple a lua
Traduza o por do sol no horizonte.
Sossegue seu pensar, somente sinta...
Quando sentimos a vida
nas pequenas coisas, nas nuanças
de cada manhã...
Teremos uma razão para não sofrer tanto.
Queres um nome para esse poema
Dê você, eu espero!

Autora
Liê Ribeiro
mãe do Gabriel/autista

31/01/2015

domingo, 18 de janeiro de 2015

Poema da Noite



Não esperava que tudo fosse fácil
nascer já  é uma luta.
Sobreviver quase um  milagre
Mas posso contar os passos que dei
e parece que gastei o mesmo chão
sem sair do lugar.
Tantas aspirações...
Onde eu queria ir?
Onde meu amor estivesse
O mar e o rio
me jogar na vida parece
um passo para o abismo
A poesia me da asas
mas  realidade quer por tudo corta-las.
Não quero nada demais, nem menos
Algo que pudesse seguir seu curso
Sem tantas armadilhas para desarmar.
Não há uma folga se quer
dia a dia, parece um século vivido
o corpo cansa, a criança cresce
envelhece e  somente queria
carregar os velhos sonhos
para que não morresse jamais a esperança
A alegria roubando as lágrimas da tristeza
E fazendo dela um oceano de possibilidades.
O poeta sempre se engana é sua alma cigana...

Autora
Liê Ribeiro
mãe do Gabriel/autista

18/01/2015

domingo, 16 de novembro de 2014

Poema da Manhã




Onde fica nossa casa?
Onde nosso coração está
Quando perdemos essa referencia
Somos andarilhos de um amanhecer
Que nunca chegará...

Onde mora nosso coração?
No vazio de algum sobrado
Que ainda não foi habitado.
Muitos dão valor às coisas
O poeta dá valor ao nada
Aquele instante onde tudo
Precisa ser preenchido
O acaso de uma vida
Que seguirá meio matéria densa
Meio essência, quase morta.

O poeta não compõe por valores
Que não sejam da poesia.
Ele pesca as palavras pela intuição
E por elas é arrebatado
E as palavras choram,
E as palavras riem

E as palavras são sua moeda de troca
Vão e vem em sua mente
Voam e repousam no coração
Portanto o poeta não se inspira pela mente
Ele se expressa sempre pelo coração.

Autora
Liê Ribeiro

16/11/2014.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A liberdade um bem sem preço!





O maior bem que podemos ter é a liberdade
A liberdade humana
A liberdade dos pássaros
A revoar todo infinito
A liberdade de todos os animais
Habitando seu próprio universo

Quando nos achamos no direito de aprisiona-los
Perdemos nossa essência humana
Quando achamos que podemos negociar suas vidas
Perdemos nossa característica divina

Quão belo o cantar de um pássaro livre
Quão belo os animais correndo a campina
E a vida seguindo seu rumo
E a paz percorrendo o mundo.

Mas ainda selvagens de sentimento
Fazemos da existência uma briga de poderes
Ainda aprisionamo-nos no egoísmo
E na tola percepção que somos seres superiores

Não somos, somos ainda a dura realidade.
Que Deus fez para um dia alcançar a perfeição
Quiçá pudéssemos começar libertando-nos
E desejando a liberdade a todos os seres.

Autora
Liê Ribeiro
Mãe do Gabriel/autista

10/11/2014.

sábado, 8 de novembro de 2014

A brisa !






Não chore por mim
Eu não mereço lágrima alguma.
Eu perdi alegria
Em algum instante da minha existência

Mas hei de encontra-la de novo
Talvez em outros ares,
Ou em outra vestimenta
Perdoa sentir o fim se aproximando

Há caminhos que se cruzam
E depois seguem outras estradas
A vida às vezes é uma armadilha contumaz
Às vezes o que sonhamos era uma brisa
Que passou...

Às vezes nossos ideais são diversos e separados
Para mim nada mais valioso que o amor
Aquele quadro jamais pintado
Aquele poema jamais escrito
Aquela ideal de eternidade que nada vence
Nem a morte...

O mais dolorido é a vida matar-nos em vida.
Mas o poeta é assim passional.
Lida muito mal com a realidade
Como disse um dia o velho poeta
Onde tudo parece real demais
E lá que poeta jamais quererá estar.

Autora
Liê Ribeiro
08/11/2014.


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Poema da Noite.




Não se forja a força
Quando a força nos falta
Não se diz por conveniência
Aquilo que não sente mais.

Uns podem enriquecer
Uns podem mendigar
A felicidade não esta na riqueza
A infelicidade mora dentro da miséria.
Mas a miséria humana
Aquela que corrói as entranhas
E vence o lado humano que carregamos.

Essa dor não é de hoje.
E alegria de ontem parece empoeirada
Enlameada pelas lágrimas escondidas.
Sigo os mesmos passos
Olho pra traz e a vida apagou
Os que já foram dados.
Temo pelo futuro,
Mas vou sobrevivendo ao presente.

Se eu vivo, é por ainda carregar em mim.
A poesia
Alguma inspiração mesmo que  dolorida
Um dia que ela for embora,
Irei também com certeza.

Autora
Liê Ribeiro
Mãe do Gabriel/autista

06/11/2014.

domingo, 2 de novembro de 2014

Poema da Manhã



Existem sentimentos
Que jamais deveriam sair de moda
Quando acordo
Com passarinhos cantando em minha janela
Livres, sinto amor.

Quando vejo a comemoração dos meus cachorros
Ao meu redor, sinto amor.
Quando vejo um gesto de compaixão, sinto amor.
Quando faço esse gesto, sinto amor...

A cura de todos os males, o amor.
Quando choro pela dor alheia é amor.
Se eu pudesse alimentar as almas de amor
E a minha perdida...
Se eu pudesse  alimentar meu coração

Talvez a vida fosse menos pesada
Talvez o mundo não se extinguisse
E o poder das armas e da ganancia
Cederia finalmente ao poder do amor...

E o paraíso cantado e decantado
Como um lugar chato, fosse à casa no caminho...
Onde cansados da matéria, da dor que ela impõe.
Repousaríamos para uma nova jornada...

Autora:
Liê  Ribeiro
02/11/2014.

Mãe do Gabriel autista.

sábado, 1 de novembro de 2014

Poema da Tarde









Poema da Tarde!

Onde estou?
Onde quero estar?
O que vejo
Será real demais
Para esses olhos já cansados?

Não preparo o futuro
O Amanhã às vezes
Parece tão distante
O cansaço de tudo que
Parece seco demais, calor demais.
Frio demais, sem sabor nenhum.

Já senti tanta falta
Hoje parece que foi em vão
Nenhuma palavra
Nenhum gesto que parece humano
E se existir parece tão pequeno
Diante de tanta angustia cotidiana

Prendem animais
Como se eles não fossem parte da criação
Mas são muito superiores para nossa compreensão.
Não posso reescrever o passado
Nem condenar meu presente

Lerei livros amarelos de outrora.
Não culparei a vida
Tenho colhido o que plantei
Quiçá tivesse plantado sonhos realizáveis.
E colhido à felicidade.

Autora
Liê Ribeiro
Mãe do Gabriel/autista.

01/11/2014

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Poema da Noite.



Eu sempre procurei
A face oculta da lua
Onde todos os mistérios
Compõe-se de partículas
Ainda não decifradas.

Eu posso secar como uma árvore
Mas meus poemas continuarão
Por mim a pousar em algum coração
Um pouco de amor...
Um pingo é melhor que nada
O principio de tudo é a cada manhã.

Eu reparo às formigas
Elas nem podem carregar as folhas mortas
Eu observo os pássaros
Eles voam tão baixo
Medo talvez da imensidão
Ou daquele tiro certeiro, que triste.

O que meus olhos veem amedronta-me
Vidas são vendidas em gaiolas
Os pássaros presos choram
E eu não posso fingir que não me dói...

Sim! À liberdade não tem preço
Mas vivemos presos a conceitos e tédios.
O quanto o ter precisava morrer para o ser
Vir à tona e fazer do Mundo um lugar habitável.
A vida da matéria pode levar o amor
Mas a poesia etérea sempre o trará de volta.


Autora:
Liê Ribeiro
30/10/2014.

Mãe do Gabriel/autista.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014



Poema:  Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

Não, eu não posso reorganizar o mundo para você.
Eu não posso incutir nos olhos dessas pessoas
A visão da perfeição dentro da deficiência
Ninguém enxerga além da visão material.

Não eu não posso vencer as duras chicotadas
Que a vida nos dá
Mas posso resistir por você,
Vergar mais nunca quebrar

O autismo tirou suas asas
Não posso joga-lo ao mundo
Os predadores o devorarão
Mas tenho fincadas em mim as raízes
Profundas de um amor incondicional
Nela me apego, para não murchar.
Para não apodrecer na desesperança

Vencido  mais um dia,
Vamos seguindo, ninguém pode nos guiar.
Nem caminhar nossos passos.
Às vezes parecemos sós como o silêncio da madrugada

Alguns fingem te querer bem
Para obter alguma vantagem
Mas não me deixo enganar
Você me ensina que só há verdade
Na inocência que você transmite! Meu filho autista.

Autora
Liê Ribeiro
Mãe do Gabriel/autista.

21/09/2014

quarta-feira, 11 de junho de 2014

O poeta sempre amará!




 








 
Sou à sombra de uma árvore,

Triste saudade.

Que me açoita nessa tarde.

Só me recordo do nosso amor.



Mas os pássaros revoam.

Independe os meus pés no chão

Quero convidar-te a voar comigo.

O amor nos dá asas...

E se o penhasco da vida

 Parece-lhe alto demais

Não temas,

Empresto-te minhas asas...

Ninguém nunca as cortou.



Sinto-me condor livre

A revoar  por todos os mistérios

Do céu e da terra

Voo rasante, o meu pensar...



Venha, a tarde dorme!

A noite vem chegando

Quero viver de esperança

Quero adormecer e sonhar!

O poeta nasceu para amar...





Autora:

Liê Ribeiro

Paz e luz, carinho.