As Tragédias!

Não proclamo Aos setes ventos O que vou fazer O hoje repleto De vazios por preencher Uns quase impossíveis A Verdade é a cara da mentira Que muitos acreditam O que peca é o que Pede perdão por existir Altos e baixos Fazem parte... O que aprendemos É o que não ensinamos A tragédia não é a morte em si A tragédia a perda dos valores Éticos, morais, humanos... O que vale é a cifra do final do dia... Mas e se o dia não chegar? E se toda esperança acabar? O fundo do poço para humanidade O raso modo de pensar Que permeia todas as esferas E a bondade que luta para não morrer Junto com toda vida ceifada Pelo desinteresse do existir alheio. O que é sorrir? O que é ser feliz? Em poucos minutos a tristeza Parece infinita e definitiva... Eu não me calei... É que a poesia precisa remoer Os mais profundos sentimentos Para emergir sem cicatrizes A vida após a vida é um alento. ...