
Coração, amiúde Bata por todos Ame a todos Mas somente Um terá sua batida definitiva... Memórias tantas Doutro modo, vou-me O mar me espera... Preciso navegar Do que plantei Quais serão os frutos? Sou-me em fragmentos Sobra pouco da pessoa Vai-se muito da poetisa. Todas as coisas se confundem Ou se fundem em mim. Aqui, acolá a vida pulsa Mas minha alma sempre se refugia... Na doçura dolorosa De uma manhã quieta e com chuva Olho de longe o mundo. E dentro de mim uma roda gigante A girar lentamente. As janelas trazem aos meus olhos Todo mistério alegre e triste De um ano que parte e chega No cais de todos os momentos. Autora Liê Ribeiro Paz e luz...