
É noite e eu nem reparei as estrelas... Um frio de pele, e uma febre leve... É noite é o brilho dos astros se apagou... Sem espectadores ele se refugia... Nuvens á cobrem... Vivemos pela matéria... Quatro paredes e o mundo reduzido... Meço os passos, milhões sem sair do lugar... Luto, e nem ao menos percebo O verdadeiro ganho disso tudo... A poesia poderia ser mais incisiva As orquídeas nos jardins... Procuro. Os rios que cortam a secura da terra... São poucas as linhas aqui escritas... Mas são os meus sentimentos. Quem me acusa pouco me conhece. Quem me conhece, nunca me viu... Sou essas linhas, sou incoerente, Sinto-me inconsistente em tudo que vivo Mas vejo um arco Iris, nesse céu cinzento Vejo o sol amando a lua... Sinto cada frase, como se fosse minha, Mesmo não sendo, delírio! Autora Liê Ribeiro Paz e luz