
Para onde eu olho... Nada me parece familiar Alguma esperança... Que algo possa melhorar... Dirás que é apenas o dia... Aquele que se eu fosse vento Voaria para alguma ilha... Deserta de humanos, Repleta de essências... Para onde eu olho... Tudo é árido e vazio... Pessoas indiferentes Que andam e nem sabem por quê. Que nem ao menos se olham. Estúpida poetisa, teu romantismo... Cabe apenas nessas linhas... Para onde eu olho... Nada me convida a sorrir... A realidade quando é madrasta Condena-nos ao conformismo, Derrota-nos sem ao menos dar-nos Alguma chance de resistir... Soldado, raso, jamais será comandante. Acabaram com os contos, as lendas, Acabaram de avisar que tudo é passageiro E na guerra dos interesses, Derrota-se o idealista, E glorifica-se o imediatista. Para onde eu olho, Busco o farol que me conduzirá Para longe dessa turbulência... Para uma paz conquistada a duras penas. Corto-me e me debato Como um peixe sem seu oceano Como a vida sem sua mágica Como o coração sem seu am...